[Etc-br] [g2g] Re: Eloá - tudo aquilo que a mídia não quer falar

Fabianne Balvedi fabs at estudiolivre.org
Wed Oct 22 03:43:35 CEST 2008


pois eh, e com o consentimento dos pais!
novamente falta o foco na educação familiar, como no caso da TRIP,
em que não vi ninguém questionar o fato do cara ser menor de idade
quando comenteu o crime, o que transfere parte da responsabilidade
aos pais dele também.



2008/10/20 Drica Veloso <dricaveloso at gmail.com>

> o que to achando mais bizarro é simpelsmente ninguém fdalar do fato de
> que a menina começou um relacionamento aos 12 anos com um cara de
> 19!!!! isso é coisa do tempo da minha bisavó que casou coom meu bisavo
> aos 12 anos quando nem tinha menstruado... naquela época isso era
> normal... e parece q hj em dia tb!!!
>
> 2008/10/20 Fabianne Balvedi <fabs at estudiolivre.org>:
> > Eloá. O que as mídias e os especialistas não discutem
> > Sábado, 18 de Outubro de 2008
> >
> > Há menos de 24h do trágico desfecho do seqüestro de Eloá Cristina
> > Pimentel, por Lindemberg Alves, todos atônitos procuramos "compreender"
> > via mediação dos meios de comunicação social e de especialistas da
> > segurança pública, psicólogos, e outros, um fato presente cotidianamente
> > no noticiário: o assassinato de mulheres.
> >
> > Muitas são as explicações que tentam dar conta do comportamento do jovem,
> > cujo perfil durante o processo de negociação fora retratado pelos meios
> > como de um rapaz tranqüilo, trabalhador, que tinha planos para casar.
> > "Dificuldade de lidar com as frustrações"; "comportamento passional", "de
> > tolerância muito baixa às frustrações", entre outros argumentos são
> > discutidos publicamente em jornais, sites, rádio, enfim, em todo processo
> > de agendamento desta lamentável crônica de mais uma tragédia midiatizada.
> > Inúmeros aspectos deste acontecimento são ressaltados na cobertura: o
> > lugar, os protagonistas, o tempo, amigos, imagens, os momentos de
> > negociação, os lugares de origem de Eloá e Lindemberg, as imagens...
> > Todavia há um aspecto a ser considerado nesta notícia, e que passa
> > intocado na cobertura de crimes que possuem semelhança com o homicídio de
> > Eloá, o fato de que eles se relacionam com as desigualdades de gênero. Se
> > nos negarmos a discutir também nos noticiários esta face da violência,
> > será muito difícil à superação de algo que pode ser considerado,
> > lamentavelmente, um padrão cultural vigente, a prática de crimes contra
> as
> > mulheres.
> >
> > Um breve monitoramento de mídia permite perceber a brutalidade e
> > reificação de crimes como estes: eles não são apenas crimes passionais,
> > podem ser situados numa teia complexa de construção de valores sociais
> que
> > forjam um feminino fraco, vulnerável, incapaz e sem condições de decidir
> a
> > própria vida, em contraposição a um modelo de masculinidade rígido e
> > legitimado socialmente a partir da força, da dominação e do controle. São
> > de certa maneira estes alguns dos elementos que mantém os mecanismos
> > psíquicos do poder na constituição do sujeito e a na construção da
> > sujeição.
> >
> > Perceber os gêneros como processo de mediação do social é urgente para
> nos
> > darmos conta da violência contra a mulher como um fenômeno social cujo
> > aparecimento cotidiano nas mídias também precisa ser interpretado,
> > refletido com e a partir dos veículos de comunicação e tendo como foco o
> > papel social dos profissionais de imprensa.
> >
> > A motivação de Lindemberg em manter seqüestrada Eloá e tentar por fim a
> > vida da jovem se inter-relaciona com outros fatos conhecidos da sociedade
> > brasileira, como os assassinatos de Ângela Diniz, Sandra Gominde, Daniela
> > Perez, e ainda de inúmeros casos de violência e homicídios femininos que
> > são noticiados, mas que carecem não de uma tentativa de tentar
> compreender
> > o comportamento masculino, mas de questionar os valores sociais que se
> > reproduzem nas trocas simbólicas e tecem ainda, tristemente, este
> > predomínio do falo que oprime e extermina.
> >
> > O tiro na virilha de Eloá não é só uma metáfora, mas uma expressão do
> ódio
> > da tentativa frustrada de continuar mantendo o exercício do controle
> sobre
> > o corpo das mulheres, por isto me sinto hoje também transpassada por esta
> > bala.
> >
> > Numa das notícias veiculadas sobre o Caso Eloá, dois personagens
> > sobrenaturais surgiram: um anjinho e um diabinho que acompanhavam
> > Lindemberg. Parece inacreditável, mas este recurso, muito comum entre
> > homens que praticam violência contra as mulheres, aparece mais uma vez
> > como uma máscara, uma performance que busca esconder o lado perverso de
> um
> > imaginário social que em momentos como este é despertado pelos disparos
> > protagonizados por um homem que representa os mecanismos simbólicos
> > forjados socialmente e que negam cotidianamente às mulheres o seu direito
> > a vida.
> >
> > Sandra Raquew dos Santos Azevedo, jornalista.
> >
> >
> http://etnografiasdoinvisivel.blogspot.com/2008/10/elo-o-que-as-mdias-e-os-especialistas.html
> >
> > ______________________________
> > A "crise amorosa" do Coronel Felix
> >
> > A justificativa do coronel Eduardo Felix para explicar porque não
> atiraram
> > num sequestrador que se outorgou direito de morte sobre duas mulheres,
> > baseou-se no mito do amor: " é um garoto de 22 anos de idade, sem
> > antecedentes criminais e com uma crise amorosa". O criminoso, pois
> > sequestro é crime hediondo, motivado por ódio, transforma-se em um garoto
> > enamorado, nas mãos de quem o Coronel entregaria seu filho. O irmão de
> > Nayara, que sabia o que estava em cena, não entrou no cativeiro.
> >
> > Em cena, o direito de propriedade ultrajado do macho sobre as fêmeas da
> > espécie. A mulher que se recusa a se submeter a essa lei é morta. É mais
> > uma a ingressar numa enorme lista. O Coronel tinha essa lei em mente.
> > Baseado nela, seu julgamento condenou Eloá à morte.
> >
> > Não podemos deixar passar mais esse caso emblemático do pacto dos
> > patriarcas sobre a posse das mulheres. A imprensa foca em quem atirou,
> > como se não se
> > tratasse de machos se defendendo, não importa as consequências para as
> > mulheres.Tudo foi feito para poupar o criminoso. Até deixar a amiga
> entrar
> > de novo no cativeiro! E o Serra corroborando a ação da PM.
> >
> > Crime passional não existe! A crime é a misoginia do sequestrador, dos
> > policiais, do governador e da mídia!
> > As mulheres morrem porque os homens odeiam quando elas são mulheres, elas
> > mesmas, em vez de SUAS namoradas, SUAS esposas, SUAS mães.Não se trata de
> > amor, trata-se de ódio. Ou isso fica claro ou nunca iremos dar conta da
> > "violência" contra a mulher.
> >
> > ana reis/NEIM-UFBA
> >
> > _______________________________________
> > Quem quer e não possui... mata porque ama!
> >
> > "Quero Eloá, amo a Eloá", essa é a frase que se tornou símbolo do crime
> > cometido por um homem violento e homicida. Frase que tirou o critério de
> > crime da situação e colocou em cena a figura do homem apaixonado e
> > desesperado pela falta do amor da sua vida.
> >
> > Enquanto o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar
> > esperava durante longos cinco dias para saber se o homem violento e
> > homicida iria se entregar, as pessoas se perguntam porquê os policiais
> não
> > atiraram nele nas seis vezes que ele ficou na mira dos atiradores de
> > elite.Vejo algumas pessoas se perguntarem de quem Eloá foi vítima. Aquela
> > cegueira que tanto, nós feministas, denunciamos, ficou absurdamente
> > evidente nesse caso que torturou de expectativa e medo a população
> > brasileira.
> >
> > O coronel da tropa de choque de São Paulo, Eduardo José Félix, diz que se
> > atirasse num rapaz de 22 anos em crise amorosa, todos julgariam que ele
> > matou um rapaz sem antecedentes criminais, trabalhador, por está
> > desesperado pela perda da namorada, sem nem ao menos esperar uma
> > negociação. Não só eu, mas acredito que muitas e muitas pessoas tremeram
> > ao ouvir a declaração do coronel, que ao invés de decidir cumprir seu
> > dever como policial, na defesa e proteção da vida das adolescentes
> > enclausuradas e ameaçadas, resolveu proteger o "pobre rapaz vítima de uma
> > crise amorosa". Como as coisas podem ser tão distorcidas assim? Como se
> > permite, apesar de tanto treinamento e experiência, que uma refém volte
> ao
> > cativeiro?
> >
> > O que mais me chocou, como ser humano, foi acompanhar Eloá viva na
> janela,
> > por várias vezes e depois vê-la, rodeada de policiais, com um tiro na
> > cabeça. O que mais me chocou como mulher, foi sentir o respeito pelo
> > "rapaz apaixonado" e o descaso pela vida das duas adolescentes que
> estavam
> > com o direito de viver ou morrer nas mãos de Lindembergue.
> >
> > Na mídia e no ato passivo da polícia, ficou evidente que não se tratava
> de
> > um bandido nem de um criminoso, mas de um rapaz com o futuro inteiro pela
> > frente, que estava num momento de loucura. E onde fica o presente
> daquelas
> > meninas? Onde fica o futuro delas? Por que os outros reféns, rapazes,
> > foram logo liberados?
> >
> > Em nenhum momento percebi o direito à vida ser discutido. O que se falava
> > era que elas eram lindas e inseparáveis, e Eloá a menina mais bonita da
> > escola. Ela é uma menina bela, ponto.
> >
> > Como é que um homem maior de idade, que mantêm duas adolescentes de 15
> > anos na mira de uma arma de fogo em cativeiro por cinco dias, não é um
> > criminoso? Por que tanto respeito a ponto de invadir o apartamento com
> > balas de borracha apenas? As "balas de verdade" do "pobre rapaz" a vida
> de
> > Eloá, e deixaram marcas para sempre no rosto de Nayara.
> >
> > Amor? Até quando as mulheres vão morrer por essa coisa estúpida e
> perigosa
> > que chamam de amor? Até quando os homens vão se sentir tão proprietários
> > da vida das mulheres a ponto de decidir se ela continua ou acaba?
> >
> > Evidentemente que ele não tinha nada a perder. Como negociar com um
> > bandido se você não tem o que ele quer? Ele queria a propriedade sobre a
> > vida de uma mulher, suas decisões, seu afeto, sua vida... e já que ele,
> na
> > sua lógica, não a possuía mais, a penetrou e a feriu de morte com uma
> bala
> > em seu ventre, região da sexualidade e da vida. E para acabar com a
> > possibilidade enfim, dela continuar vivendo sua própria vida,  suas
> > próprias decisões, o veredicto final do "pobre rapaz": um tiro que
> > atravessou sua cabeça.
> >
> > E por que ele teve tanta liberdade de decidir por isso? Porque ele é "o
> > cara, o príncipe do gueto", e príncipes costumam decidir quem vive e quem
> > morre.
> >
> > Agora como consolo, a mídia mais uma vez faz aquele velho discurso: "os
> > órgãos da menina vão beneficiar pelo menos oito pessoas", aquele discurso
> > da bondade, do "não foi tudo perdido", a diretora do hospital declara: "a
> > gente acredita que vai ter grande sucesso. Apesar da dor da família, de
> > todo esse estresse emocional que esse seqüestro causou, a gente tem
> > alegria, com certeza, de fazer muitas pessoas que tinham o prognóstico
> > fechado viverem".
> >
> > Sucesso? Estresse? Alegria? Essas palavras me trazem aquela sensação de
> > filme já visto, do desvio das atenções, do apelo à doação de órgãos, o
> que
> > de fato é absolutamente legítimo, mas que neste caso não pode borrar a
> > atenção do assassinato de Eloá por um homem violento que se achava seu
> > dono.
> >
> > Apesar de tudo, o delegado do caso, Luis Carlos dos Santos, ainda tem
> > muitas dúvidas antes de dar qualquer pronunciamento sobre a qualificação
> > do crime: "Precisamos saber principalmente o que o levou a tomar a
> decisão
> > de atirar nas vítimas". Seria para rir se não fosse tão trágico!
> >
> > Infelizmente, as mulheres ainda continuam lacradas, e neste caso,
> lacrada,
> > perfurada no útero por uma bala, eliminada da sua condição de "ser", pelo
> > dono da situação, que decidiu que sem ser de sua propriedade, não havia
> > nenhum motivo para continuar viva, ela já não tinha mais nenhum valor.
> >
> > Espero que, no julgamento ao menos, esse homem violento, homicida
> > premeditado e seqüestrador, seja visto como tal, e não como um
> > "trabalhador, calmo, amigo, companheiro e rapaz desesperado" como quer a
> > mídia e a polícia.
> >
> > E eu fico aqui, me perguntando por que tanta condescendência com os
> homens
> > violentos e assassinos e tão pouco direito para as mulheres nessa
> > sociedade que se diz democrática.
> >
> > Kaliani Rocha
> > kalianirocha at yahoo.com.br
> >
> > ___________________________________
> > Feminicídio ao vivo – o que nos clama Eloá
> >
> > Maria da Penha Maia Fernandes – Inspiradora da lei Maria da penha 11340 e
> > Coordenadora de Honra da Coordenadoria da Mulher da Prefeitura Municipal
> > de Fortaleza.
> >
> > Tudo o que o Brasil acompanhou com pesar no drama de Eloá, em suas cem
> > horas de suplício em cadeia nacional, não pode ser visto apenas como
> > resultado de um ato desesperado de um rapaz desequilibrado por causa de
> > uma intensa ou incontrolada paixão. É uma expressão perversa de um tipo
> de
> > dominação masculina ainda fortemente cravada na cultura brasileira. No
> > Brasil, foram os movimentos feministas que iniciaram nos anos de 1970, as
> > denúncias, mobilização e enfrentamento da violência de gênero contra as
> > mulheres que se materializava nos crimes cometidos por homens contra suas
> > parceiras amorosas. Naquele período ainda estava em vigor o instituto da
> > defesa da honra, e desenvolveram-se ações de movimentos feministas e
> > democráticas pela punição aos assassinos de mulheres.  A alegação da
> > defesa da honra era então justificativa para muitos crimes contra
> > mulheres, mas no contexto de reorganização social para a conquista da
> > democracia no país e do surgimento de movimentos feministas, este tema
> vai
> >  emergir como questão pública, política,  a ser enfrentada pela sociedade
> > por ferir a cidadania e os direitos humanos das mulheres. O assassinato
> de
> > Ângela Diniz em dezembro de 1976, por seu namorado Doca Street, foi o
> > acontecimento desencadeador de uma reação generalizada contra a
> absolvição
> > do criminoso em primeira instância, sob alegação de que o crime foi uma
> > reação pela defesa da "honra". Na verdade, as circunstâncias mostravam um
> > crime bárbaro motivado pela determinação da vítima em acabar com o
> > relacionamento amoroso e a inconformidade do assassino com este fim. Essa
> > decisão da justiça revoltou parcelas significativas da sociedade cuja
> > pressão levou a um novo julgamento em 1979 que condenou o assassino.
> Outro
> > crime emblemático foi o assassinato de Eliane de Grammont  pelo seu
> > ex-marido Lindomar Castilho em março de 1981. Crimes que motivaram a
> > campanha "quem ama não mata".
> >
> > Agora, após três décadas, o Brasil assistiu ao vivo, testemunhando, o
> > assassinato de uma adolescente de 15 anos por um ex-namorado inconformado
> > com o fim do relacionamento. Um relacionamento que ele mesmo tomou a
> > iniciativa de acabar por ciúmes, e que Eloá não quis reatar. O assassino,
> > durante 100 horas manteve Eloá e uma amiga em cárcere privado, bateu na
> > vitima, acusou, expôs, coagiu e por fim martirizou o seu corpo com um
> tiro
> > na virilha, local de representação da identidade sexual, e na cabeça,
> > local de representação da identidade individual. Um crime onde não apenas
> > a vida de um corpo foi assassinada, mas o significado que carrega – o
> > feminino. Um crime do patriarcado que se sustenta no controle do corpo,
> da
> > vontade e da capacidade punitiva sobre as mulheres pelos homens. O
> > feminicídio é um crime de ódio, realizado sempre com crueldade, como o
> > "extremo de um continuum de terror anti-feminino", incluindo várias
> formas
> > de violência como sofreu Eloá, xingamentos, desconfiança, acusações,
> > agressões físicas, até  alcançar o nível da morte pública. O que o seu
> > assassino quis mostrar a todas/os nós? Que como homem tinha o controle do
> > corpo de Eloá e que como homem lhe era superior? Ao perceber Eloá como
> > sujeito autônomo, sentiu-se traído, no que atribuía a ela como mulher (a
> > submissão ao seu desejo), e no que atribuía a si como homem (o poder
> sobre
> > ela – base de sua virilidade). Assim o feminicídio é um crime de poder, é
> > um crime político. Juridicamente é um crime hediondo, triplamente
> > qualificado: motivo fútil, sem condições de defesa da vítima,
> premeditado.
> >
> > Se antes esses crimes aconteciam nas alcovas, nos silêncios das
> > madrugadas, estão agora acontecendo em espaços públicos, shoppings,
> > estabelecimentos comerciais, e agora na mídia. Para Laura Segato[i] é
> > necessário retirar os crimes contra mulheres da classificação de
> > homicídios, nomeando-os de feminicídio e demarcar frente aos meios de
> > comunicação esse universo dos crimes do patriarcado. Esse é o caminho
> para
> > os estudos e as ações de denúncia e de enfrentamento para as formas de
> > violência de gênero contra as mulheres.
> >
> > Muita coisa já se avançou no Brasil na direção da garantia dos direitos
> > humanos das mulheres e da equidade de gênero, como a criação das
> > Delegacias de Apoio às Mulheres – DEAMs, que hoje somam 339 no país, o
> > surgimento de 71 casas abrigo, além de inúmeros núcleos e centros de
> apoio
> > que prestam atendimento e orientação às mulheres vítimas, realizando
> > trabalho de denúncia e conscientização social para o combate e prevenção
> > dessa violência, além de um trabalho de apoio psicológico e resgate
> > pessoal das vítimas. Também ocorreram mudanças no Código Penal como a
> > retirada do termo "mulher honesta" e a adoção da pena de prisão para
> > agressores de mulheres, em substituição às cestas básicas. A criação da
> > Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, para o enfrentamento da violência
> > doméstica contra as mulheres.
> >
> > Mas, ainda assim as violências e o feminicídio continuam a acontecer.
> > Vejamos o exemplo do Estado do Ceará: em 2007, 116 mulheres foram vítimas
> > de assassinato no Ceará; em 2006, 135 casos foram registrados; em 2005,
> > 118 mortes e em 2004, mais 105 casos[ii].  As mulheres estão num caminho
> > de construção de direitos e de autonomia, mas a instituição do
> patriarcado
> > continua a persistir como forma de estruturação de sujeitos. É preciso
> que
> > toda a sociedade se mobilize para desmontar os valores e as práticas que
> > sustentam essa dominação masculina, transformando mentalidades,
> > desmontando as estruturas profundas que persistem no imaginário social
> > apesar das mudanças que já praticamos na realidade cotidiana. O
> comandante
> > da ação policial  de resgate de Eloá declarou que não atirou no  agressor
> > por se tratar de "um jovem em crise amorosa", num reconhecimento ao seu
> > sofrer. E o sofrer de Eloá? Por que não foi compreendida empaticamente a
> > sua angústia e sua vontade (e direito) de ser livremente feliz?
> >
> > Maria Dolores de Brito Mota - Socióloga, professora da Universidade
> > Federal do Ceará
> >
> > [i] SEGATO, Rita Laura. Que és um feminicídio. Notas para um debate
> > emergente. Serie Antropologia, N. 401. Brasília: UNB, 2006.
> >
> > [ii] Dados disponíveis em:
> >
> http://www.patriciagalvao.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=1076
> >
> >
> > --
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> >   ~o
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> >
> > --
> > Fabianne Balvedi
> > GNU/Linux User #286985
> > http://fabs.tk
> > "Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em
> lotes
> > lindeiros, o condutor deverá: [...] ceder passagem aos pedestres e
> > ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da
> via
> > da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem."
> > http://www.cicloviavel.org/CTB-bici.html
> >
> >
> >
> >
> > _______________________________________________
> > Etc-br mailing list
> > Etc-br at eclectictechcarnival.org
> > http://eclectictechcarnival.org/cgi-bin/mailman/listinfo/etc-br
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>



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Fabianne Balvedi
GNU/Linux User #286985
http://fabs.tk
"Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes
lindeiros, o condutor deverá: [...] ceder passagem aos pedestres e
ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via
da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem."
http://www.cicloviavel.org/CTB-bici.html

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